8 de março: Mulher, protagonista da sua própria vida

Um bom dia para iniciar uma nova leitura

Por Camila Moschen

O Dia Internacional da Mulher é uma data que nos faz refletir sobre o papel da mulher na sociedade. Fala-se muito a respeito das conquistas no mercado de trabalho, na participação da mulher em cargos de liderança, da liberdade sexual. Mas há também que se refletir sobre o papel da mulher enquanto protagonista de sua própria vida. Em quem ela se espelha durante sua formação? Quem dita suas regras de comportamento? Quais suas batalhas? Quem são as heroínas? Quais os medos? Por que é bom ser mulher? O blog separou alguns títulos que podem servir de inspiração e ajudar a fomentar respostas para o tema tão simples, tão complexo: MULHER.
 

Mulheres de Escritores: subsídios para uma história privada da literatura (Cida Golin)

Sabe aquela história de que por trás de todo grande homem há uma grande mulher? Neste livro fascinante, Cida Golin entrevistou 14 esposas de grandes escritores brasileiros, desnudando a vida privada destas personalidades através do olhar feminino. O relato de suas companheiras é rico em detalhes sobre o processo criativo dentro do ambiente doméstico, e revela também a força das mulheres que possibilitaram o sucesso de seus companheiros no mercado literário. Os depoimentos revelam ainda as práticas culturais da formação feminina, hora em papéis periféricos, hora no centro dos acontecimentos.


 

O Segundo Sexo (Simone de Beauvoir)

É deste livro a frase icônica “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Pioneira no estudo de gêneros, a filósofa discorre sobre como e porque a mulher se sujeita a ter menos destaque que o homem. A publicação é de 1947 e continua muito atual.


 

Sobrevivi, posso contar (Maria da Penha)

O livro é o testemunho da mulher que decidiu dar um basta à violência doméstica. Sem medo de expor suas feridas, ela compartilha com todos seu sofrimento e também sua coragem para deixar de ser vítima, ao lutar pelos direitos de todas as mulheres por uma vida sem violência. A lei de proteção à mulher (lei no 11.340) carrega seu nome.


 

Malala: A menina que queria ir a escola (Adriana Carranca)

Um livro para crianças que conta a história da paquistanesa que foi baleada porque queria ir à escola. O livro retrata a superação de Malala, que após sobreviver ao atentado passou a ser ouvida pelo mundo todo e recebeu um Nobel da Paz.


 

Girl Boss (Sophia Amoruso)

A fundadora da loja virtual Nasty Gal, que possui mais de 350 funcionários e um faturamento de 100 milhões de dólares, teve uma adolescência conturbada e passou por empregos de que não gostava. Sua história é uma inspiração para mulheres empreendedoras.


 

Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo (Caroline de Maigret / Anne Berest)

Nem magra, nem bem vestida, nem sempre chique e elegante. O livro desmitifica os estereótipos de uma mulher parisiense e dá dicas sobre como ser uma mulher feliz e bem-sucedida.



Curiosidade: A cidade de São Paulo possui a primeira biblioteca feminista do Brasil (fundada em julho de 2015), inspirada na biblioteca feminista de Paris. Trata-se de um espaço revitalizado na Biblioteca Cora Coralina, com mais de mil exemplares de livros e publicações relacionados ao empoderamento feminino.