Por que a bicicleta está conquistando o mundo?

As mudanças precisam acontecer de dentro pra fora e, vamos ser sinceros, o mundo só muda, porque nós mudamos. Se uma vez a bicicleta não passava de uma opção para o nosso lazer, hoje, ela é uma das grandes tendências mundiais de transporte e uma das alternativas para melhorar a mobilidade urbana da cidade.

Há 50 anos atrás, por exemplo, pensávamos sobre o quanto os carros iriam economizar o nosso tempo de deslocamento pela cidade. O grande problema é que ninguém contava com os congestionamentos. Em vez de ganhar tempo, começamos perde-lo.

Uma pesquisa divulgada pelo Estadão, em 2016, mostrou que o paulistano passa, em média, um mês e meio preso no trânsito. Em Caxias, se fizermos uma conta rápida, levando em conta que o caxiense perde cerca de meia hora para ir e voltar do trabalho, chegamos a 10 dias em que ficamos presos dentro de um carro.

Uma das pesquisas realizadas pela Vitacon demonstrou que na capital paulista as pessoas passam 3h por dia presas no trânsito. Talvez seja por isso que 57% deles estejam deixando o carro de lado e optando por formas alternativas de locomoção.

Os dados de 2014 no Brasil mostraram que existem mais de 60 milhões de bicicletas, sendo que a metade delas são usadas pela população para ir ao trabalho. Segundo a pesquisa Origem e Destino do metrô, aplicada na Região Metropolitana de São Paulo, o uso desse tipo de deslocamento aumentou 18% entre 1997 e 2008.

Mas por quê a bicicleta está se tornando uma tendência a e não outro meio de transporte? Na verdade, meios de transporte coletivos também são uma das tendências mundiais quando o assunto é a mobilidade. Mas hoje, trouxemos 3 grandes pilares que, para nós, fazem da bike um meio de transporte tão desejado pelas pessoas.

SAÚDE
Antes de tudo, vamos falar sobre o nosso bem-estar. Um estudo publicado no Journal of Epidemiology & Community Health, no Reino Unido, apontou que pedalar até o trabalho reduz em 46% as chances de desenvolver uma doença cardíaca e em 45% o risco de câncer. Isso sem falar na sensação de liberdade, que nos deixa mais felizes e aumenta a vivência e relação de afetividade com a cidade.

ECONOMIA
Se andar de bicicleta significa ter mais saúde, imagine o quanto isso pode representar para o país em termos de custos? Um estudo realizado pelo Centro Brasileiro de Análise de Planejamento, divulgado pelo G1 em junho deste ano, avaliou os impactos de optar pela bike em vez de carro ou ônibus. De acordo com eles, seria possível reduzir cerca de R$ 34 milhões de despesas do Sistema Único de Saúde com internações, por causa da diabetes ou doenças cardiovasculares.

MEIO AMBIENTE
Estima-se que 70% das emissões de CO2 das grandes cidades provém de carros e motos. Dessa forma, é indiscutível falar sobre como as bicicletas são meios de transporte eco-friendly. Conforme nos mostrou o jornal El País, no Rio de janeiro, com os sistemas Bike, mais de 5,6 milhões de deslocamentos foram feitos em bicicleta no Rio, significando uma economia de mais de 2.000 toneladas de CO2.

Agora some estes três pilares com a economia de tempo que falamos lá em cima, nos primeiros parágrafos. Assim fica fácil de entender porque a bike está virando a queridinha das pessoas e ganhando adeptos em todo o mundo.

Mas o que nós queremos dizer com tudo isso? Que o mercado imobiliário precisa estar preparado para estas demandas. Será que uma garagem ampla é o ideal para o público que você almeja? Será que não valeria muito mais a pena oferecer para o seu cliente um bicicletário em planta, além de um ambiente como uma oficina para reparos das bikes? Melhor: imagine oferecer a estas pessoas um serviço simples e prático de reparos para moradores que andam de bike.

Afinal, quando nós criamos projetos precisamos pensar na cidade e em como o projeto se relacionará com ela. Mas, muito mais que isso, é preciso pensar nas pessoas e em como o seu projeto facilitará o relacionamento dela com a cidade em que vive.

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